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Quanto cobrar pelo número da rifa? Tabela por valor do prêmio

Tabela prática de quanto cobrar por número de rifa pra cada faixa de prêmio (R$ 500 a R$ 10.000). Fórmula simples, margem de lucro saudável e os erros mais comuns de precificação.

Por Wallison01 de maio de 20265 min de leitura

A pergunta que trava mais rifa antes mesmo de começar é essa: quanto cobrar por cada número? Cobrar muito caro e ninguém compra. Cobrar muito barato e a hora gasta vendendo vale mais do que o lucro.

A boa notícia é que existe uma fórmula simples e uma faixa de preço que funciona pra praticamente toda rifa de pequeno e médio porte. Abaixo tem a tabela pronta, a fórmula pra ajustar pro seu caso e os erros que fazem a rifa empacar.

A fórmula em uma linha

A lógica antes da tabela:

preco por numero = (valor do premio + lucro desejado) / quantidade de numeros

Se a rifa vender 100% dos números, esse cálculo te entrega exatamente o lucro que você definiu. Na prática nunca vende 100%, então o ajuste é cobrar como se você fosse vender 70% e ter margem sobrando.

Tabela por valor do prêmio

Para rifas comuns no Brasil, esses são os preços que mais funcionam. A lógica é simples: cobre o prêmio mais cerca de 30% de lucro assumindo que 70% dos números serão vendidos. Mesmo que a rifa "não deslanche", você paga o prêmio e ainda fica no positivo.

Prêmio100 números200 números500 números1.000 números
R$ 500R$ 8R$ 4R$ 2R$ 1
R$ 1.000R$ 15R$ 8R$ 3R$ 2
R$ 2.000R$ 30R$ 15R$ 6R$ 3
R$ 5.000R$ 75R$ 38R$ 15R$ 8
R$ 10.000R$ 150R$ 75R$ 30R$ 15

Quantos números faz sentido?

Antes de definir o preço, você precisa decidir a quantidade. A regra prática:

  • Prêmio até R$ 500 → 50 a 100 números
  • Prêmio R$ 500 a R$ 2.000 → 100 a 200 números
  • Prêmio R$ 2.000 a R$ 5.000 → 200 a 500 números
  • Prêmio acima de R$ 5.000 → 500 a 1.000 ou mais números

Por que isso importa? Rifa com muitos números e preço baixo demora pra vender: R$ 1 ou R$ 2 dá preguiça de fazer Pix. Rifa com poucos números e preço alto assusta: "R$ 150 num número" intimida antes de as pessoas calcularem o prêmio.

A faixa que mais converte: número entre R$ 5 e R$ 30. Abaixo disso você vende devagar. Acima, o comprador pensa duas vezes.

A margem que sobra de verdade

Tem dois custos invisíveis que quem está começando costuma ignorar.

O primeiro é o tempo de cobrança. Quem compra raramente paga na hora. Você vai mandar mensagem, esperar, recobrar no dia seguinte. Quem já organizou uma rifa sabe exatamente esse desgaste.

O segundo são os números reservados que somem. Uma fatia das pessoas reserva e nunca paga. Você precisa relançar esses números, o que consome tempo e energia.

Por isso a fórmula real não é "cobrir o prêmio". É cobrir o prêmio, mais margem de lucro, mais colchão pra furos.

Vamos ver na prática. Prêmio R$ 1.000, 100 números a R$ 15:

  • Total se vender tudo: R$ 1.500
  • Vende ~70%: R$ 1.050 (cobre o prêmio, sobram R$ 50)
  • Vende ~85%: R$ 1.275 (cobre o prêmio, sobram R$ 275)
  • Vende 100%: R$ 1.500 (lucro de R$ 500)

Se você cobra R$ 10 por número pensando que "10 é redondo", o cenário 70% te deixa com R$ 700. O prêmio custa R$ 1.000. Prejuízo de R$ 300.

5 erros de precificação que matam a rifa

  1. Cobrar pra "fazer caixa rápido": o número fica caro demais, ninguém compra, você abaixa o preço, quem comprou primeiro reclama. Preço justo desde o início poupa esse problema todo.
  2. Imitar rifa do vizinho: a rifa do conhecido pode ter prêmio maior, rede de venda maior ou margem diferente da sua. Use a tabela, não o boato.
  3. Esquecer da conta: cobrar R$ 5 em 50 números (R$ 250) pra rifar um celular de R$ 1.500. A matemática não fecha.
  4. Não considerar furos: vai ter número reservado que não paga. Se a margem só fecha vendendo 100%, está apertado.
  5. Cobrar barato pra vender rápido: vender rápido é bom, mas se o lucro que você precisa exige um volume enorme de números vendidos, a conta não vai fechar na prática.

Quando cobrar mais faz sentido

Em três casos vale subir acima da tabela:

Rifa beneficente: as pessoas pagam mais quando a causa é clara. O "valor" pra elas é a doação, não a probabilidade de ganhar o prêmio.

Prêmio premium: eletrônico cobiçado, moto, item que as pessoas já querem mesmo. O desejo pelo prêmio justifica um número mais caro.

Rede pequena: se você tem 30 ou 40 contatos próximos, faz mais sentido cobrar mais em menos números do que tentar vender 200 a R$ 8 pra uma rede que não vai absorver esse volume.

Como aplicar hoje

  1. Anote o valor real do prêmio, incluindo entrega se for o caso.
  2. Decida a quantidade de números pela faixa do prêmio.
  3. Use a fórmula ou a tabela pra achar o preço.
  4. Arredonde pra cima até um valor "redondo" (R$ 12 vira R$ 15, R$ 28 vira R$ 30).
  5. Calcule o cenário vendendo 70%. Precisa cobrir o prêmio? Se não, sobe o preço.

Em cinco minutos você sai com um preço que faz sentido pro seu prêmio, pra sua rede, e que te protege do cenário onde você paga o prêmio do próprio bolso.

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